Se você não se sente bem em sociedade a ponto de desfrutar os prazeres que a vida cotidiana te oferece ( ou mesmo atraves dos mecanismos de transgressão calculada ) você tende a conseguir olhar para a sociedade em mais detalhes, como quem vê de fora.Apesar do orgulho besta , algo nos diz que poderia ser melhor – e ai, num paralelo com “admiravel mundo novo” – tomar nossa dose diária de Soma e esquecer das dores de viver. Mais uma vez, os pulmões em minha mente: Quando lembro que respiro e faço a respiração de forma conciente, me incomoda ter que faze-lo concientemente. Busco algo para me distrair e esquecer que respiro e deixar o trabalho administrativo do meu corpo para o inconciente.

Da mesma forma, numa boate cheia, todos bebendo, todos querendo a próxima dose, o próximo prazer no corpo do outro.Não corremos o risco de nos intoxicar no soma e perder a noção de realidade? Abrir as portas da percepcão de forma tao escancarada que vemos a porta dos fundos aberta apartir da porta da frente? Efetivamente, não conseguimos ver para dentro de nós dessa forma. E eu duvido que se ao ver, não vamos preferir esquecer que estamos olhando para dentro de nós.

Dentre tantas opcões, o que fazer? Lembro-me do que li em “As Femeas” de Marcelo Rubens Paiva, em que ele analisa a chegada da AIDS na revolucão sexual. As pessoas deixaram as portas fechadas para o prazer. Tudo se tornou artificial e fomos criados assim. Me lembra também Clube da Luta, onde o protagonista frequenta grupos de apoio para pessoas com doenças terriveis (das quais ele não sofre ), para obter “dor artificial” e lembrar de que esta vivo.

Agora que tenho este olhar critico (que assim como o orgulho besta de ser um outsider, me faz erguer o nariz pra massa em eterna orgia-bugia – orgy-porgy no original), no fundo, tudo que eu queria era esquecer que respiro, nem que seja por um tempinho..Nessas horas, adormecer e sonhar se torna o paraíso.

6 Respostas para “viver em sociedade é como respirar”

  1. Lia Lee disse

    Me lembra muitas idéias… Alvares de Azevedo, Kurt, com Smels like a teen spirit, alguma coisa de Kafka… E é isso mesmo: foi-se o tempo em que o queimar-um era um ato de protesto. Hoje, ah!, hoje… É aquela coisa né? O neo-liberalismo entra nas almas muito mais fundo do que a gente jamais sonhou entrar em alguém.

  2. Ana e bé disse

    fhhskhfsg muito loindo

  3. Ana e bé disse

    Concordo plenamente :P Pessoal tudo fixe ? :P
    LOOOL
    KISS

  4. Ana e bé disse

    Uma beijoca na pipoca :P

  5. Ana e bé disse

    Amré :D D

  6. Ana e bé disse

    Vais morrer LOOOOL
    :@Kiss

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